quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sonhos Passados. A Limpo

Sonhos vêm vindo
E o resto é invisível
A lua guia noturna na rua
A alma que brilha sensível

Lenta e sem sorte, a memória
Passa mordaz às más intenções
Venta forte na nossa história
Efeito colateral que traz rejeições

Os sonhos da minha fantasia
São realidade racional da ocasião inocente
Ônus de uma sociedade de fobias
Que medita erros de uma invasão paciente

Depois do primeiro gosto e o paladar aberto
A receita que se repete favorece o prato
Dois meios de se contrapor o abandonar do perto
São a desfeita da sua prece em confete, e o quarto

Molde arcaico, sua guerra triste
Tropeço em passos sonâmbulos deste chão inconsciente
Volte pra debaixo da pedra em que você existe
Incerto e escasso de sândalos, na meditação onisciente

Afinal a todos é dado o encanto de sonhar
Mesmo que na nossa história o vento esteja sempre presente
Meus erros, seus desprezos e medos
Tal o vento, em qualquer dado momento
Vai estar. E continuar
Frágil e inerente





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