quinta-feira, 10 de junho de 2010

Perdido no Tempo

Adiei a pressa do futuro
Atrasei a demora do passado

Me perdi no tempo
No parar do vento
No decorrer do espaço

Tentei recitar um soneto
E não consegui
Tentei optar por algo
Mas não decidi

O ponteiro do relógio vacilou
Parei na minha hora
No que sou

Agarrei as cordas do segundo
Mergulhei
Mergulhei fundo

Operei as horas paradas
Me perdi
Nas antigas horas marcadas

Orei para que o momento passasse
Movi para que o movimento voltasse

E o tempo voltou.

Olhei as coisas,
Sei onde estou.



1988

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