Adiei a pressa do futuro
Atrasei a demora do passado
Me perdi no tempo
No parar do vento
No decorrer do espaço
Tentei recitar um soneto
E não consegui
Tentei optar por algo
Mas não decidi
O ponteiro do relógio vacilou
Parei na minha hora
No que sou
Agarrei as cordas do segundo
Mergulhei
Mergulhei fundo
Operei as horas paradas
Me perdi
Nas antigas horas marcadas
Orei para que o momento passasse
Movi para que o movimento voltasse
E o tempo voltou.
Olhei as coisas,
Sei onde estou.
1988
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário