Jan, quando o céu azul londrino, estéreo e celeste
No entardecer de outono, se manchar turquesa
Um novelo de lã vem riscando do sul um etéreo confete
E cadente vem a noite, em frequência mono-noir de estrelas
Garotos perdidos encontram a contradição de Peter Pan
Num vôo rasante derrotam a Nau do Capitão Gancho
A perdição dos garotos é na verdade éter e hortelã
E a rota rasa dos piratas é a idade debilitante em avanço
Se à terra do nunca você alguma vez recorrer
Não se culpe nem se arrependa, pois tudo é vã filosofia
Pensar tal Tic-Tac, que o sapo é menos saboroso que a rã
São ideias movediças na lama, feito marzipan na saliva
Jan, nessa ilha de aventuras fantásticas, é bom ser criança
Os garotos perdidos sentem o sereno ainda acordados
Cruzam um primeiro raio de manhã, pelos olhos de Iansã
E sabem que o sol, astro-rei, vai estar sempre a guiá-los
Costure a sua sombra.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
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